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Embalcer

Hoje deixamos ficar aqui no blog, um breve preview de um trabalho muito recente, ainda em curso.

O cliente chama-se Embalcer, empresa líder do mercado de embalagem.

Breve descrição:

EMBALCER foi constituída em Junho de 1993 com o objectivo de activar e desenvolver o mercado de embalagem fim de linha e em consequência desenvolver o mercado de cintagem.

Apesar de ser este o objectivo fundamental da Empresa na sua génese, esta foi desde logo dimensionada para vir a desenvolver uma actividade industrial própria.

Assim o seu crescimento foi apoiado pelos Sócios que, com o seu “Know-How”, possibilitaram o arranque de uma nova unidade para fabrico de cinta plástica.

Desta forma a EMBALCER tem vindo a concretizar sucessivos planos de investimento e estratégias que criaram as condições indispensáveis para se tornar líder no sector de cinta plástica e nos equipamentos de embalagem fim de linha (cintagem, extensível, retráctil, etc.).

Fonte: www.embalcer.pt

Assim, a One Letter Photography foi contactada para captar uma série de imagens institucionais para a empresa, dividindo-se em fotografia de produto, e cobertura geral da mesma.

Neste post, falaremos apenas da primeira parte.

O produto em si, é o ex-libris da marca - Cinta Plástica fabricada em Portugal, nomeadamente pela Embalcer.

A fotografia de produto tem como característica, ser um processo moroso e relativamente delicado, tendo em conta a atenção ao pormenor. Afinal de contas, serão estas imagens que falarão pelo cliente.

Foi com esta premissa que encaramos mais de 12 horas a fotografar e a preparar o produto. Neste caso, valeu bem a pena, porque tornamos produtos industriais em algo apelativo, no que diz respeito a estética visual.

A parte difícil, foi mesmo a preparação, tendo em conta que algumas cintas suportam cargas até 1 tonelada (exemplo Indústrias Jomar - empresa cliente da Embalcer)

A parte cómica, foi desbobinar, ou para os leigos como nós, desenrolar as cintas até termos as linhas direitas (ou o mais direitas possível). Assim que começávamos a desenrolar, era difícil parar o processo, segurando na bobine ao mesmo tempo.

Este foi o passo mais complicado do trabalho (e as dores corporais no dia seguinte).

Para a fotografia em si, mobilizamos o nosso estúdio de fotografia para as instalações do cliente, de forma a conseguirmos um fundo branco, limpo e enquadrado na nova imagem da empresa. As nossas fotografias integrarão, muito em breve, a nova comunicação (novo website em desenvolvimento).

Como sabemos que alguns fotógrafos seguem o nosso trabalho, deixamos aqui uma dica que aprendemos com o tempo: fotografem o melhor possível, com todas as variantes controladas, e com o mínimo de pós-edição em mente. Pensem quando estiverem com a câmara nas mãos, parem, e rectifiquem se necessário. Por vezes, erros mínimos traduzem-se em erros grandes, posteriormente. Claro que cada caso é um caso, mas se estiverem num ambiente relativamente controlado, por muito pouco tempo que pareçam ter, ou mesmo sentir alguma pressão, sejam frios e voltem atrás.

Sempre que possível, usem também a câmara ligada ao computador (tethered). É uma vantagem enorme poderem ver o resultado de forma imediata. No nosso caso, com o lightroom a tarefa é muito fácil e dá-nos resultados concretos e reais.

Pensarem na fotografia, no momento da captura, poupará muito trabalho, e evoluirão significativamente enquanto profissionais.

Para o vosso cliente, este ponto também será uma mais-valia.

No nosso caso, poderíamos ter optado por uma simples parede branca, mas teríamos que lidar com o chão, posteriormente. Ou então, recortarmos os produtos na pós-edição, mas isso traduzir-se-ia em longas horas em frente ao computador, e menos a fotografar. Para além disso, seria um caminho muito mais penoso.

Fotografar este tipo de produtos numa mesa ou superfície alta também não era opção, embora facilitasse o processo de logística.

Por isso, e respeitando a nossa máxima, optamos por levar um rolo de papel, uma base grande de acrílico, luzes, e fotografamos ao nível do chão, como faríamos no nosso estúdio.

Utilizamos apenas 3 cabeças de luz, 2 para o fundo, e uma frontal para o produto. A 4ª foi um reflector branco, apenas para diminuir as sombras, mas sem retirar a sua profundidade.

Contudo, não ficamos por aqui. Fotografamos também as cintas em pormenor, e esta foi a parte divertida. Quisemos fazer algo diferente, e mostrar o produto de uma forma mais criativa.

Assim "brincamos" com as linhas e luz, para criarmos um efeito de profundidade e mostrarmos o produto da forma que tínhamos em mente.

Neste caso, optamos por publicar as nossas preferidas, em fundo preto, e as bobines em fundo branco.

Na 2ª fase cobriremos as instalações, o produto na linha de montagem, frota, e alguns retratos.

Esta fase vai ser a parte mais aliciante, especialmente quando surge a questão: fotografar uma frota de camiões, ok... como os irei iluminar?:)

Em breve saberemos!